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Uma mordida leve que ganhou educação, um segredo contado entre silêncios, o único doce que não causa cáries...". Estas são algumas das muitas definições do beijo, uma carícia úmida e íntima que, para alguns, "não se entrega com os lábios, mas com o coração", e que para outros "nunca deve ser dado com os olhos abertos porque essa é a forma mais cega de beijar.
Para a psicoterapeuta americana Cherie Byrd, de 56 anos, que se define como uma "beijadora lasciva" e que fundou em Seattle (EUA) uma Academia do Beijo, pela qual passaram centenas de casais desde 1998, nunca é excessiva a ênfase posta no ato de beijar, porque é crucial e "um mal primeiro beijo pressagia uma relação sentimental terrível e infrutífera".
Ao representar o primeiro contato com um novo par, o beijo pode chegar a ser tão importante como para decidir, baseando-se nele, se haverá um segundo encontro. Uma vez iniciada a relação, o ósculo é um ingrediente fundamental do encontro erótico, tanto antes, como durante e depois da união sexual, para despertar o desejo, aprofundar a sensualidade, e coroá-la com ternura.
Embora seja um erro considerar o beijo como um mero meio para conseguir algo: é um fim erótico em si mesmo, que pode proporcionar uma sensação de intimidade emocional e prazer compartilhado, que até mesmo uma relação sexual chega a dar.
A língua está cheia de nervos sensíveis: conforme avança, acaricia, esfrega e estimula o interior da outra boca, produz inumeráveis sensações prazerosas. Se o beijo for dado com os lábios fechados secos ou úmidos, produz sensações muito excitantes, se for dado com a boca aberta ainda pode ser muito mais complexo e apaixonado. Inclusive o menos passional dos beijos tem um alto valor sexual.
Para os chineses, que o descrevem nos tratados mais antigos sobre as técnicas do amor, o beijo é a primeira manifestação entre duas pessoas que desejam se amar, "a primeira onda do amor". Eles firmam que o beijo é fundamental para que "a barca do amor carnal deslize sobre rios de voluptuosidade".
A doutora Byrd, que publicou o livro A escola de beijar: sete lições de amor, lábios e força da vida, brinda algumas pautas básicas para que essa barca chegue a bom porto. A psicoterapeuta aconselha não se apressar nem se impacientar. Desfrutando o momento, deve-se relaxar, já que não há nada mais impessoal e frio que um beijo com os lábios apertados.
Também é importante captar o ritmo, intercambiando a princípio uma série de beijos lentos, suaves e curtos sem frenesi. Independentemente do tipo de beijo, os movimentos devem ser suaves e delicados a todos os momentos e em todas as situações.
Segundo a psicoterapeuta Saïda Elkefi, os orientais distinguem quatro tipos de beijos: o primeiro dos quais consiste no simples contato dos lábios fechados, que pode ser embriagador e é o "primeiro sopro de vento que estremece a flor, e que muito em breve, se torna insuficiente".
Depois chega o beijo simples, límpido e sereno, no qual os lábios unem suas salivas, o que conduz de forma natural, ao beijo profundo, no qual as línguas se entrelaçam. Por último, chega o beijo penetrante, em que cada um introduz sua língua na boca do outro na busca de contatos mais profundos e intensos.
As principais curiosidades do beijo
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Uma pessoa troca, em média, 24 mil beijos (de todos os tipos, dos maternais aos apaixonados e até os roubados) ao longo de sua vida.
Um beijo pode repassar 250 vírus e bactérias diferentes. Quando se beija alguém, resíduos de sua saliva permanecem em sua boca por 3 dias.
As batidas do coração sobem, em média, de 70 para 150 vezes por minuto durante o beijo. Isso força o coração a bombear 1 litro de sangue a mais, pois as células pedem mais oxigênio para trabalhar.
Os beijoqueiros sofrem menos de doenças do aparelho circulatório, do estômago e da vesícula. Diminuem também os casos de insônia e de dores de cabeça.
Em cada beijo, os apaixonados trocam 9 mg de água, 0,7 g de albumina, 0,18 g de substâncias orgânicas, 0,711 mg de gorduras e 0,45 mg de sais.
O americano Alfred A. E. Wol estabeleceu o recorde mundial de beijos. Ele beijou 8.001 pessoas em oito horas.
O escultor francês Auguste Rodin, de tantos delírios amorosos que viveu com Camille Claudel, imortalizou o beijo em uma de suas mais famosas obras, “O Beijo”.
O final da Segunda Guerra Mundial foi anunciado em 1945. Na comemoração, um soldado beijou uma enfermeira no meio da rua.
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Uma pesquisa feita por mim no meu msn (hehehe'):
8 pessoas beijam de olhos fechados e 4 de olhos abertos!!
heheh'